sábado, 3 de janeiro de 2009

Martha Medeiros

Bom, eu costumava escrever no meu antigo blog, hoje deletado por razões irrelevantes... Costumava escrever mesmo, produzia meus textos, e modestia a parte, ficavam legais.. hehehe
Mas por alguma razão que não to conseguindo captar, travei, talvez por ter a maturidade vindo acompanhada da vergonha de xpor minhas palavras e correr o risco de parecer ridícula, ou talvez pelo medo de ser levada a sério demais!! Sim, porque não sou séria, tampouco ridícula, talvez um pouco idiota as vezes, mas tudo pra ser ainda mais feliz..

Enfim, enquanto minha criatividade permanecer bloqueada, presa nos juízos do meu super ego (eiuaiehau isso aí para as psis), vou postando os melhores textos da melhor cronista, no meu ponto de vista, Martha Medeiros.

Acho que quando eu crescer vou ser como ela, mas sem a parte de escrever ...

O texto que vou deixar hoje é lindo e muito real. E que bom seria se todas as pessoas tivessem a mesma facilidade de manobrar seus amores que a sugerida no texto.. tudo seria muito mais simples, consequentemente, mais feliz..

"Ambos maduros, com alguns casamentos nas costas, estavam se queixando das namoradas. Não agüentavam mais a ladainha: “Onde foi?”, “Onde estava?”, “Por que não ligou?”, “Não me disse que foi...“, “De quem é esse número?”. “Liguei e não atendeu”, “Eu vi que você olhou prá ela”, “A que horas você chegou?”, “Você não me convidou”, “Por que você não atendeu?”, “O que vamos fazer no carnaval?”, “Você quer que eu vá ou não?”. “Assim não vou”.

Ri muito quando ele reproduziu esse pot-pourri de lamentações. É bem assim. Os apaixonados costumam massacrar. Eu só acrescentaria que esse massacre não é só feminino: tem muito homem que age da mesma forma.
Prosseguindo, o amigo de Paulo, durante a conversa, apontou uma saída: “Elas precisam aprender com os flanelinhas.”

Como?

“O flanelinha te indica um lugar prá estacionar e diz: fecha e deixa solto.” Não é simples?

Eis a fórmula sugerida por eles para fazer as relações durarem mais do que duas ou três semanas: fecha (sim, um relacionamento fechado, fiel, bacana), mas deixa solto. Mantenha um espaço para respirar. Permita um mínimo de mobilidade: poder empurrar um pouquinho prá frente, um pouquinho prá trás. Possibilite uma manobra, um encaixe. Não puxe o freio de mão.

Esta crônica foi praticamente escrita pelo meu leitor Paulo, cujo sobrenome não vou revelar para que suas namoradas não se sintam expostas. Mas seja para Paulos, Marias, Anetes ou Ricardos, a regra do flanelinha deve ser seguida e regulamentada: fecha e deixa solto. Confia. Ninguém vai invadir seu relacionamento, mas é preciso que haja flexibilidade, ajuste às novas situações, enfim, tem que relaxar um pouco.

Claro que esse tipo de queixa (onde foi?, com quem estava?, por que não ligou?) pode ser considerado um carinho, um cuidado, parte do jogo do amor, sem causar maiores irritações. Mas, antes de iniciar um interrogatório desse tipo, sonde o terreno, veja se está agradando. Geralmente, pessoas maduras já estão com a paciência esgotada para investigações minuciosas. Desconfio até que a irritação se dê porque onde fomos, com quem fomos e por que não ligamos não tem nada de excitante ou misterioso: fomos almoçar com mamãe e o celular ficou sem bateria. Se estivéssemos fazendo algo realmente condenável, aí sim, justificaria sermos vítimas de uma crucificação verbal. E nossas respostas, ao menos, exercitariam nossa criatividade e cinismo.

Mas como somos todos inocentes, feche e deixe solto."

Assim devem ser os amores bem resolvidos, amigos, cumplices e parceiros.. e tirando algumas briguinhas desajeitadas entre o Tigus e eu, posso dizer que já encontrei o meu melhor amigo, melhor cumplice e maior parceiro na vida!!!

Um comentário:

Polêmica disse...

É verdade, temos que fechar e deixar solto. Fechar nos sentimentos, na fidelidade e deixar solto nas ações do direito de ir e vir do parceiro!

Beijão!